| |
Desde
os temposdo barroco, a improvisaçãoacontece sob forma de ornamentação
(do enfeite), termo este usado nas composiçõesde Bach e seus contemporâneos.
Estasvariações ou embelezamentos são tecidas, usadas ou praticadas
em todos os tipos de melodias, fundamentadas sempre em uma estrutura
harmônica.
No
jazz, os principios se manifestaram da mesma forma. Baseando-se
em uma sequência harmônica, os músicos improvisaram
da mesma maneira com
Bach ornamentava uma Chacona ou uma Ária.
No início do século XX alguns jazzman´s (homens do jazz) como Louis
Armstrong, Jelly Roll Morton, Benny Goodman, Duke Ellington, entre
outros, tornaram
a iprovisação mais presente no contexto dessa linguagem. Tratava-se
muito mais do que, simplesmente, ornamentar uma melodia. Explico:
"Eles" passarama
recompor, variar, interpretar e, como resultado, acabaram
criando, muitas vezes umanova melodia em cima do tema proposto.
Na
estrutura da composição do jazz, é comum encontrarmos a forma canção AABA' (A' é
a parte A do início da peça, porém com variações),
que é a maneira como uma composição é dividida. A estrutura da forma Canção tem
em média 32 compassos, que podem estar divididos em oito (8) compassos
para cada
parte assim distribuída: A com oito compassos (ou re-exposição de
A), B com oito compassos e A' com os mesmos oito de A original, mas
como
anteriormente dito, varando em relação ao primeiro de A.
No Jazz essa
forma esta forma é chamada de Chorus, termo
que tem o mesmo significado da forma AABA' da música
erudita, sendo que no Jazz, é improvisada uma ou mais
vezes apósa exposição do tema principal (a melodia da música propriamente
dita).
A
quantidade de Chorus, ou retornos para as
partes AAB ou A' ,
podem ser determinados ou não pelo grupo, dependendo do nível técnico
e o número de idéias, assuntos ou motivos que o solista tem como parte
integrante de sua formação musical. Assim, poderá discorrer de tais
elementos durante sua improvisação.
O
Chorus é livre e se prende apenas ao esquema
harmônico da melodia (cadência e acordes colocados na forma AABA')
As
cadências do Jazz
Dentro
da forma canção do Jazz, encontramos
uma sequencia de acordes que, se combinados, são conhecidos como cadência (padrões
harmõnicos). A mais utilizada é II V I (movimento,
tensão e repouso).
No
exemplo abaixo, veremos no tema "Take a Train", de Duke
Ellington,
como este padrão harmônico é citado. |
|
| |
Quando
estudamos o movimeno do Jazz, não podemos
esquecer da grande evolucão estilística, cuja contribuição devemos
aos grandes jazzman´s. Estes músicos
marcaram época e fizeram escola em suas carreiras. E, quando nos
referimos a palavra escola, estamos citando, literalmente, um esquema
acadêmico principiados por estes músicos que , apenas tocando, passarama
condiçao de "mestres" das gerações que viriam mais tarde.
Neste número
destacaremos o movimento Be-Bop, Bop ou Rebop que
contribui de maneira significativa para o avanço e desenvolvimento
do Jazz. Sua expressvidade não só era
percebida na incrível rapidez eflexibilidade do fraseado, mas pela
constante presença do intervalo da quinta diminuta (ou quarta aumentada),
que colaborou para uma nova fase da música tonal, o Politonalismo,
usado por Igor Stranvinski e Jean
Sibélius na música de concerto.
O Saxofonista
(alto) Charlie Parker e o trompetista Dizzy
Gilespie, influenciadospela
obra de Stranvinski, introduziram o conceito politonalno Jazz,
batizando o movimento com o nome de Bebop;
um movimento de fraseado remodelado para a música de Jazz que
atingiu o ápice entre 1938-1954, mas que perdura até os dias de
hoje.
Além da cadência
II V I, também passaram a ser aplicadas
como harmonia as cadências
I, VI, II, V, I e III, VI,
II, V, I. A fase do Politonalismo (superposição
de dois ou mais tons), foi fundamentada no cruzamento da escala
relativa menor melódicas ou da anti-relativa menor melódica, sobrepondo
o quinto em conjunto com a escala maior, que é a base da armadura
de tonalidade, gerando as escalas Bop.
Lembre-se: Os solos sempre se fundamentam sobre os "estágios" de
movimento, tensão e repouso.
A seguir, veremos
na tonalidade de C (Dó maior) o quinto
grau G7 (Sol maior com sétima
menor) sendo sobreposto ao seu relativo menor melódico Em (Mi
menor), que gerou a escala Bop Dominante.
|
|